terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

QUEM ERA OS VILÕES AGORA PASSA A FICAR DE OLHO NA TECNOLOGIA BLOCKCHAIN


O bitcoin nasceu como uma moeda virtual libertária, com a promessa de subverter o sistema financeiro global. Oito anos depois, a invenção segue sendo uma curiosidade obscura, enquanto instituições financeiras, empresas de pagamento e bancos centrais — isto é, os “inimigos” originais do bitcoin — fazem uma corrida para capturar a tecnologia por trás da criptomoeda. Eles estão de olho no blockchain, um modelo de rede virtual que permite que as transações financeiras aconteçam sem a necessidade de intermediários para validá-las.

Os bancos veem na tecnologia uma oportunidade para reduzir custo, cortar intermediários e oferecer novos serviços. Para bancos centrais como o da Inglaterra e o da China, a tecnologia é um mecanismo importante para redução de fraudes e rastreamento de transações.

O bitcoin é muito diferente do padrão dos bancos. Quando uma pessoa transfere dinheiro para outra hoje, são os bancos que aprovam a transação, checando se o remetente tem aquele montante e se o destinatário possui uma conta para recebê-lo. No caso do bitcoin, não é nenhum banco que aprova a transação, mas os próprios “correntistas”. Por se tratar de uma moeda virtual, os usuários estão conectados por meio de computadores.

Quando alguém envia bitcoins para outro usuário, um código digital é gerado. Nessa hora, os computadores de todos os usuários de bitcoin no mundo começam uma corrida para decifrar aquele código e dizer se ele é válido. Depois disso, o código é acrescentado a um arquivo com o registro de todas as transações já feitas em bitcoin. Os computadores de todos os usuários têm uma cópia desse arquivo, e ele é usado como referência para validar as transações futuras.

Por trás de toda essa engenharia está o blockchain, e é graças a ele que o bitcoin consegue viabilizar transações confiáveis, sem a necessidade de instituições verificadoras, mesmo estando fora do alcance de órgãos reguladores. Ao eliminar intermediários, ele permite o corte de custos; por usar toda a rede para confirmar as transações e um arquivo com o registro de todas elas, ele dificulta fraudes.

Paschoal Baptista, sócio da DeLoitte, resume em quatro pontos o interesse do sistema financeiro no blockchain: reduzir custo, diminuir a intermediação, oferecer novos serviços e melhorar a capacidade dos serviços atuais. No caso dos bancos centrais, ele afirma que o objetivo principal é facilitar o processo de auditoria.

— No blockchain, não se pode mexer no registro das transações. Isso permite uma auditoria muito mais rápida e completa. Logo, ele é menos suscetível a fraude e erros — disse. — Até um processo como a apuração do Imposto de Renda pela Receita ficaria muito mais simples, por exemplo.


O Fórum Econômico Mundial está convencido de que será uma peça-chave do sistema financeiro global. Segundo o fórum, mais de US$ 1,4 bilhão já foi investido na tecnologia nos últimos três anos, e 80% dos bancos do planeta devem iniciar projetos com ela em 2017. Já são também mais de 90 bancos centrais discutindo a tecnologia.

A consultoria McKinsey, por sua vez, calcula que o investimento de venture capital em blockchain foi de US$ 600 milhões entre o fim de 2014 e o terceiro trimestre de 2015. Só os bancos devem investir US$ 400 milhões no ano de 2019 contra US$ 39 milhões em 2014. Os executivos esperam impacto significativo dentro de cinco anos. Nos segmentos de pagamentos e mercados de capitais, o impacto previsto é de até US$ 85 bilhões.

Três instituições brasileiras entraram este ano para o R3, um consórcio privado com mais de 45 instituições financeiras (incluindo gigantes como JPMorgan Chase, Barclays e Wells Fargo) que trabalha no desenvolvimento de aplicações práticas do blockchain. As brasileiras são Bradesco, Itaú Unibanco e BM&FBovespa. Em fevereiro, o grupo informou ter obtido sucesso em um teste de negociação de ativos digitais em uma rede privada que passava por quatro continentes.

A BM&FBovespa criou um grupo com 16 profissionais de várias diretorias para entender os diversos padrões de blockchain que estão surgindo. Um deles é o Etherium, que possui uma moeda virtual pública que se apresenta como uma alternativa ao blockchain. Por trás dela está a firma de venture capital DAO, e o sistema acabou sendo abalado após recente ataque hacker. Outro modelo emergente é o Corda, desenvolvido pelo R3.

— No modelo do bitcoin, todos os integrantes da rede têm uma cópia completa do registro, embora todas elas sejam criptografadas e não dê para saber a identidade por trás da transação. No mercado de capitais, porém, tem havido uma resistência à possibilidade de todos os participantes terem uma cópia completa desse arquivo — explicou Jochen Mielke de Lima, diretor de Sistemas de negociação da BM&FBovespa.

Essa é a grande questão sobre o uso do blockchain no sistema financeiro. Em Wall Street, proteger informações da concorrência é o segredo do negócio. Assim, o que as instituições financeiras buscam é um sistema em que apenas os dados estritamente necessários sejam compartilhados. Como definiu Lima, um blockchain em que os registros contenham apenas as informações públicas de cada transação (como a assinatura criptográfica que a garante), mas sem detalhes como quem pagou o quê a quem.

Esse é um dos objetivos do Corda. Seu site se gaba do fato de a tecnologia “não ter o desnecessário compartilhamento de dados”, afirmando que apenas as partes interessadas terão acesso às informações. Nele, a validação das transações também é feita por um número restrito de participantes — ou seja, o sistema de consenso é diferente do do bitcoin.

Além de utilizar modelos diferentes do bitcoin, o blockchain dos bancos também deve se desdobrar em várias redes, cada uma dedicada a um tipo de serviço, segundo Rony Sakuragui, gerente de Pesquisa e Inovação do Bradesco. Como as regras de cada serviço são muito diversas, pode haver um blockchain apenas para tratar de remessas internacionais, outro para o sistema de pagamentos, e assim por diante.

O Bradesco vem pesquisando o uso do blockchain para prevenção a fraudes. Segundo Sakuragui, a tecnologia permite um compartilhamento mais eficiente de informações sobre irregularidades entre os bancos. A transferência de recursos internacionais é outro ponto de interesse.

— Por meio do sistema Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, na sigla em inglês) que se usa hoje, para você fazer uma remessa internacional para um país da Ásia que não tem relacionamento com esse banco, o sistema recorre a bancos intermediários para chegar até ele. Mas você paga um pedágio, e pode ser que a transação não se complete porque o destinatário está, por exemplo, em uma lista negra. Com o blockchain, você chega diretamente àquele banco e tem a confiança de que a transação vai terminar — afirmou Sakuragui. — As contas não estão fechadas. Não dá para responder se sai mesmo mais barato. Mas existe a expectativa de que sim.

O Santander lançou no primeiro semestre do ano passado no Reino Unido um aplicativo em parceria com a fintech Ripple para fazer remessas internacionais por meio de blockchain. Os usuários são funcionários do banco que podem fazer remessas de euro para dólar ou de libra para euro por meio do celular, usando as plataformas da Ripple, Apple Pay e Elavon.

— Aqui no Brasil, temos alguns trabalhos de pilotagem e vamos promover um hackathon (maratona de programação) cujo tema será pagamento e criptomoedas, em São Paulo — disse Richard Flávio da Silva, superintendente executivo de Tecnologia do Santander Brasil.

O Banco Central brasileiro formou em junho um grupo de trabalho para discutir a tecnologia.


— O que vemos é uma tecnologia que pode representar simplificação de processos, redução de custo e até “desintermediação”. Mas, em termos concretos, ainda não avançamos muito. O que a área de tecnologia do BC tem feito são alguns trabalhos para entender a tecnologia, como provas de conceito testadas em ambiente controlado — disse Paula Ester Leitão, chefe adjunta do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC. — É incipiente, mas existe muita expectativa de que se trata de uma tecnologia com potencial grande.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A BATALHA: Bitcoin x Sistema Bancário!!

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Bitcoin Poderia Afetar a Política Monetária dos Mercados Emergentes?


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O Banco de Reserva Federal de St. Louis vice-presidente, Dr. David Andolfatto, é otimista sobre Bitcoin, como uma moeda alternativa poderia impor limitações sobre a capacidade dos governos para aumentar as receitas através da criação de dinheiro.



“Em alguns países”, diz o ex-professor, “a capacidade de um banco central imprimir dinheiro é uma fonte significativa de receita para o governo. Não é o caso nos EUA ou nos países desenvolvidos. Mas nos países subdesenvolvidos, onde você não tem um sistema tributário bem desenvolvido, e ainda uma fração relativamente grande da população que vive no campo, uma alternativa para coletar impostos é através do imposto inflacionário. Ou seja, para imprimir dinheiro “.

Resultado de imagem para Dr. David AndolfattoDr. Andolfatto, que publica seus pensamentos no blog Macromania, não assume uma posição qualitativa sobre o imposto sobre a inflação. “Se um governo faz isto para construir um hospital para crianças doentes, é discutivelmente uma coisa boa”, ele aponta. “Se ele faz isso para o hardware militar para os amigos do mal, é provavelmente ruim. De qualquer maneira, se um governo se encontra fiscalmente constrangido, ele vai querer começar a imprimir dinheiro a uma taxa cada vez mais rápida. 10% no primeiro ano, 20% ao ano, 30%, e assim por diante. A essas taxas, torna-se caro para manter dinheiro porque está perdendo seu poder de compra muito rapidamente “.



Um refúgio contra entidades centrais
Em tais circunstâncias, as pessoas tendem a procurar substitutos de dinheiro ou moedas alternativas como o ouro, o dólar dos EUA ou bitcoin. Exemplos recentes incluem lugares como Zimbábue e Venezuela.
“O que as pessoas fazem em altas circunstâncias inflacionárias e hiperinflacionárias é buscar moedas alternativas ou concorrentes”, diz Dr. Andolfatto Bitcoin.com. “Isso poderia ser o dólar dos EUA, ouro e coisas assim. Os governos e os bancos centrais muitas vezes impõem restrições cambiais, talvez por meio de leis que impedem as pessoas de abrir contas bancárias em dólares “.
Não é tão fácil, no entanto, para um banco central bloquear impressão de dinheiro e entradas de capital em moeda digital.

Fácil de usar

Resultado de imagem para bitcoin no celular“Qualquer criança com um telefone e acesso à internet, pode acessar esta moeda alternativa, não sob jurisdição de qualquer governo, porque é acessível através da internet”, explica o vice-presidente. “A única maneira que um governo poderia realmente reprimir é através de medidas draconianas, essencialmente fechando a internet no país ou confiscar todos os dispositivos pessoais.”

Desde que um governo não vá tão longe, Dr. Andolfatto acredita  que o Bitcoin poderia promover a moderação do banco central em países com intensas fiscalizações.

“Você pode ver como esta moeda concorrente pode impor algum tipo de disciplina em um banco central no futuro, se bitcoin se tornar mais popular e for mais amplamente usado, como é o caso na Venezuela”, diz ele – “Isso potencialmente impede a capacidade de um banco central ou do governo inflar a moeda”.

A batalha: bitcoin x sistema bancário

Essa moeda alternativa poderia ter implicações para as políticas dos bancos centrais em outras jurisdições do mundo em desenvolvimento, de acordo com o Dr. Andolfatto, cujos interesses estão nos sistemas bancário, monetário e de pagamentos.
“Você sempre viu as moedas concorrentes emergir, a única diferença é que esta é digital e através da internet”. “Na medida em que Bitcoin está disponível, na medida em que o bitcoin tem inflação zero, as pessoas vão se perguntar: ‘Por que eu deveria aceitar este bolívar para meu trabalho e ou bens, quando o bolívar está se depreciando a uma taxa rápida? Por que não aceito bitcoin com meu telefone? ‘ Nesse caso, a população substitui a moeda nacional, o bolívar  e passa a ignorá-la. Torna-se sem valor ou é expulsa da circulação e a economia muda para bitcoin ou algum outro substituto. ”
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Então, se ninguém quer o bolívar, a capacidade da Venezuela de extrair um imposto sobre a inflação vai para zero. “A capacidade [de um governo] para adquirir bens e serviços através da impressão de dinheiro depende de pessoas que aceitam dinheiro”, elucida o Dr. Andolfatto. “Se ninguém aceita bolívares, só bitcoins, então o banco central e o governo vão ficar sem sorte”.



Ele acrescenta: “Se o banco central e o governo entenderem a ameaça dessa substituição monetária, não é provável que aumentem a taxa de inflação. Eles vão manter a taxa de inflação menor do que de outra forma teria sido, e será capaz de extrair menos inflação, receita fiscal porque as pessoas poderiam despejar o bolívar e substituir com bitcoin”.
Dr. Andolfatto, notavelmente, não acredita que Bitcoin representa um fenômeno completamente novo.
“Os bancos centrais estão sob ameaça de concorrência cambial desde o início da história”, disse ele à bitcoin.com.”
A concorrência de moeda é indiscutivelmente uma coisa boa – bitcoin é uma moeda de fato, no que diz respeito aos bancos centrais.






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O MMM é uma é uma Comunidade de Participantes que agora está permitindo Bitcoin como uma forma de recebimento. O MMM foi fundado por Sergei Mavrodi na Rússia na década de 1990, o sistema original sofreu muitas perseguições por causa do seu grande SUCESSO.

No entanto, o MMM floresceu com um modelo simples e vantajoso e os seus participantes se comprometeram a ajudar com dinheiro a outros participantes e depois de um mês, eles recebem as suas "AJUDAS" de volta mais 30 por cento de juros de outros participantes.

Veja Apresentação de Negócio MMM Brazil Abaixo:




Agora com MAVRO-BTC:

O MMM Comunicou a introdução da moeda baseada em Bitcoin, MAVRO-BTC, para "tornar a participação no MMM mais confortável e Rentável". O MMM apoiou uma série de transações através de Bitcoin,

O Sistema vai permitir recebimentos em Bitcoin, além da moeda fiduciária o Real, Referindo-se ao recente crescimento dos preços do Bitcoin, teremos retornos adicionais, além de um "crescimento mensal de 30%." No caso da queda do preço do Bitcoin, o sistema MMM promete aos participantes que eles serão capazes de converter seus saldos de Bitcoins para Real.

O MMM lançou mais essa Grande novidade para obter sua comunidade muito mais ativa. E assim, teremos maiores oportunidade de ajuda uns aos outros eficientemente, convidando amigo, parentes e vizinhos para esta maravilhosa comunidade MMM Brazil.



A Verdade sobre o Mundo Moderno:

O mundo moderno é mau, desumano e injusto. É o mundo do dinheiro. Não é para as pessoas. É para aqueles que produzem dinheiro para banqueiros e financiadores. E pessoas comuns apenas servem eles como atendedores. Eles varrem os seus palácios.

O que está por trás do bem-estar social? Trabalho. Mas por que um banqueiro vive em centenas, em milhares de vezes melhor que um operário, um camponês? Eles trabalham mais? Não faz sentido? É ridiculo dizer isso! Eles nem mesmo produzem alguma coisa! Sem valores materiais! Mas por que?

Você não sabia? Além disse, talvez, você se pergunta com toda a sinceridade agora, lendo tudo isso: "Bem... Banqueiro e operário, ambos trabalhadores simples como eu e o meu vizinho Johnny! Hmmm... não pode ser comparado. Banqueiro é um banco, dinheiro, relações e contatos! Mas quem somos nós, junto com Johnny? Ninguém! Naturalmente, o banqueiro vive melhor que nós." Veja Mais AQUI.




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